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Tecnologias que monitorizam os riscos das equipas de emergência

Improve Telecomunicações e Tecnologia 2019-06-27

Bombeiros, polícias ou paramédicos são profissionais expostos a situações extremas. É para monitorizar estas situações, tornando mais fácil e seguro o seu trabalho, que nasceram os sensores vestíveis, uma plataforma baseada na internet das coisas (IoT) para monitorização da exposição a níveis perigosos de diferentes agentes e de picos de stress fisiológico e um motor de análise de dados biomédicos e ambientais capaz de detetar diferentes estados perigosos. 

Um trabalho desenvolvido por um grupo de investigadores em Portugal e nos EUA, que visa obter os índices de fadiga, níveis de exposição perigosos ao calor, stress, gases nocivos, entre outros, que podem ser utilizados para proteger estes profissionais e, assim, aumentar a segurança das operações das equipas, permitindo uma melhor gestão das mesmas no terreno em casos como desastres naturais.

São três tecnologias, todas protegidas através de patente, que resultam do projeto VR2Market (Vital Responder to Market Project), apoiado pelo Programa Carnegie Mellon Portugal Portugal, que agora chega ao fim e cujo objetivo era a criação de sinergias entre tecnologias vestíveis inovadoras, redes de sensores, IoT e sistemas de localização precisa para explorar novas formas de monitorizar profissionais de primeira resposta, como bombeiros, polícias ou paramédicos, e assim melhorar a sua segurança e saúde ocupacional.

“Com estas tecnologias podemos proteger melhor os nossos profissionais de primeira resposta, mas não só, uma vez que as soluções que desenvolvemos podem ser adaptadas a outros profissionais de risco e até a novos cenários. As tecnologias já foram testadas em ambientes extremos, com bombeiros, por exemplo.

Até ao momento, o que os profissionais usavam neste tipo de situações eram apenas sensores de monóxido de carbono, e quando estes dispositivos estavam disponíveis”, explica Duarte Dias, investigador do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica do INESC TEC.

As três tecnologias vão integrar os produtos de uma nova empresa spin-off, a WeSENSS, que aposta no desenvolvimento de novos dispositivos wearable aplicados a diversos tipos de profissionais e cenários.