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Bruxelas tem dois mil milhões de euros para a inovação

Num mercado cada vez mais definido pela tecnologia e marcado pela concorrência global, a Comissão Europeia decidiu dar mais um passo no sentido de aprofundar sua capacidade de inovar e assumir riscos.

Para isso, decidiu criar um Conselho Europeu de Inovação (EIC), capaz de transformar as descobertas científicas europeias em negócios. Atualmente na sua fase piloto, promete tornar-se realidade a partir de 2021.

“Com o Conselho Europeu de Inovação, não estamos simplesmente a pôr dinheiro em cima da mesa. Criamos todo um sistema de inovação para colocar a Europa na linha da frente em tecnologias, estratégicas e inovação que irão moldar os nossos futuros, como a inteligência artificial, biotecnologia”, refere a propósito Carlos Moedas, Comissário de Investigação, Ciência e Inovação.

Mais de dois mil milhões de euros de financiamento para este ano e o próximo foram agora anunciados, para dar apoio a tecnologias avançadas, apoiar startups e PMEs.

Com apenas 7% da população mundial, a Europa é responsável por 20% do investimento global em investigação e desenvolvimento e produz um terço de todas as publicações científicas de alta qualidade, tendo uma posição de liderança mundial em setores como o farmacêutico, químico, engenharia mecânica e moda.

Mas precisa de fazer melhor para transformar essa excelência em sucesso e gerar campeões globais nos novos mercados baseados em inovação.

 

Fonte: Comissão Europeia

A Inovação em tempo de férias

Não, hoje não vos venho falar de nenhuma ideia inovadora para um negócio de verão. Numa altura do ano em que grande parte dos empreendedores e empresários se encontram de férias a descansar mas certamente também a pensar sobre como fazer crescer os seus negócios nos próximos meses, o propósito deste texto é deixar algumas ideias e sugestões para mais e melhor inovação. Mas comecemos pelos constrangimentos atuais.      

A meu ver são três os principais obstáculos à inovação em Portugal:

  1. Dificuldade em competir e inovar em escala;
  2. Competências e capacidade para gerir a inovação;
  3. Capacidade financeira para executar projetos.

 

Quais então as soluções para estes problemas?

1) Conectar Empresas. Através da promoção da importância da colaboração em rede e/ou fusão formal de empresas enquanto veículo de criação de escala competitiva. Isto passa por:

  • Potenciar as associações setoriais enquanto dinamizadoras de “missões de inovação”;
  • Utilização de ferramentas de auto-diagnóstico das capacidades e desempenho de inovação por parte dos clusters de competitividade, como forma de suportar a definição das suas estratégias de inovação;
  • Promover o crescimento inorgânico por via de fusões e aquisições de empresas, aumentando a sua capacidade competitiva e escala.  

 

2) Capacitar Pessoas. Aumentando a diversidade e especialização de competências técnicas e organizacionais nas empresas, com vista ao reforço da sua capacidade de inovação. Isto passa por: 

  • Criar um programa de estágios profissionais (IEFP) direccionados para funções de IDI;
  • Definir um programa de mentoring que permita agir e capitalizar os conhecimentos no quadro da gestão de IDI.

 

3) Captar financiamento. Através da diversificação de fontes de financiamento e capacitar empresas para o recurso a estes instrumentos. Em simultâneo, aumentar a abrangência do acesso a fundos comunitários. Será então importante:

  • Criar condições para que os incentivos financeiros do Portugal 2020 cheguem a um espectro mais alargado de empresas;
  • Divulgar e capacitar empresas para o acesso a programas de incentivo da Comissão Europeia e outros organismos internacionais;
  • Criar um mercado de capitais direccionado para PME em fase de expansão.

 

Acelerar a Inovação na Europa, um objetivo transformado em repto

Renato Povoas - Managing Partner Empresas, Governo e Serviços Públicos, Startups 2018-01-29

A ideia partiu do presidente francês, mas conquistou a atenção do comissário europeu Carlos Moedas, responsável pelas pastas da Investigação, Ciência e Inovação, que está já a trabalhar na criação de uma agência europeia para a inovação. Macron considera que a Europa está a perder esta corrida; Moedas concorda.

E um estudo recente apresentou mesmo as recomendações essenciais para colocar o Velho Continente na proa da inovação.

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