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Startup portuguesa cria réplicas virtuais dos rostos humanos

Improve Telecomunicações e Tecnologia 2019-10-09

Transformar fotografias em humanos tridimensionais digitais parece algo inacreditável e digno de um filme de ficção científica, certo? No entanto, tal já é possível e a ideia teve origem numa startup portuguesa.

Para aumentar a equipa e colocar em prática a estratégia comercial do seu produto, a Didimo, nome desta startup inovadora, acabou de receber um financiamento de 1.86 milhões de euros da Comissão Europeia, ao abrigo do programa “SME Instrument”. 

Este é um projeto recente que nasceu na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Com mais de dez anos de investigação em computação gráfica, machine learning e animação facial, a responsável pela criação da Didimo foi Verónica Orvalho, docente da mesma instituição de ensino. 

Atualmente, a startup encontra-se incubada na UPTEC e o objetivo do seu produto é trazer autenticidade às interações virtuais e simplificar o modo de integrar e dimensionar a produção de personagens 3D de alta resolução.

Mas como é que funciona a Didimo? Para além de simples, é também um processo bastante rápido. Tudo o que os seus utilizadores necessitam de ter é um smartphone.

Desta forma, basta tirar uma fotografia ao rosto, carregá-la na aplicação e, em 30 segundos, os utilizadores recebem a sua personagem 3D animada – os didimos .

Assim, qualquer pessoa terá acesso a ferramentas que permitem a criação de conteúdos 3D de alta fidelidade, deixando de estar limitada apenas a especialistas.

No que respeita à sua utilidade, a Didimo tem várias aplicações, desde o retalho aos jogos online e entretenimento, servindo para melhorar a experiência online dos seus utilizadores e reduzir a devolução de produtos.

Neste mercado, a startup vê as suas invenções serem utilizadas por parceiros gigantes, como a Universal Studios, a Sony, a Microsoft e a Amazon. 

Sendo um projeto surpreendente, é notável o reconhecimento da Didimo. Em 2016, a startup participou na TechStars, em Londres, e a sua fundadora, para além de ter feito uma apresentação na TEDx para mais de mil pessoas, viu um artigo ser publicado na Forbes.

Já em 2017, Verónica venceu o primeiro lugar, com um prémio de 47 mil euros, no concurso internacional Women Startup Challenge, que decorreu em Nova Iorque, recebendo ainda um prémio científico da IBM.

Este não é o primeiro financiamento que a startup recebe. Inicialmente, o projeto foi financiado pelo programa UT Austin Portugal e da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e, quando surgiu a empresa, a Didimo conseguiu adquirir financiamento junto da Techstars (uma plataforma de apoio exclusivo para startups), empresas privadas e investidores.

A Didimo é um empresa de carácter internacional e, por isso, embora a sua sede se localize no Porto, esta está registada nos Estados Unidos da América.

Atualmente, a startup conta com 20 colaboradores no total dos escritórios de Leça da Palmeira, Londres (Reino Unido) e Vancouver (Canadá).