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Refeições nutritivas à base de macroalgas da costa portuguesa são a aposta do MENU

Pratos doces e salgados, nutritivos e de fácil confeção à base de macroalgas marinhas da costa portuguesa. É esta a proposta do MENU, um projeto do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente da Universidade de Coimbra.

Com uma vertente extremamente sustentável e inovadora, o “MENU: Marine Macroalgae: Alternative Recipes for a Daily Nutritional Diet” pretende aproveitar todas as propriedades das macroalgas marinhas e não apenas os seus extratos ou compostos. Assim, torna-se possível criar um cardápio diversificado e saudável que vá ao encontro dos diferentes interesses dos consumidores. Mas, afinal, qual é o processo de produção destas macroalgas? 

Inicialmente, as amostras das espécies de macroalgas comestíveis pré-selecionadas são recolhidas no mar. De seguida, são colocadas a crescer em laboratório, sendo transferidas para tanques de aquacultura até obterem a biomassa necessária para a confeção dos alimentos. Durante todo este processo, o valor nutricional das macroalgas é avaliado de forma contínua, de modo a garantir que não há perda ou redução do mesmo.

Arroz com algas, frango com algas, sopas e molhos adicionais são receitas que já foram desenvolvidas com as macroalgas marinhas da costa portuguesa. No que respeita aos doces, foram também criadas gelatinas de framboesa e morango, pudins de vários sabores, compotas e arroz doce. Segundo os responsáveis pelo projeto, os primeiros produtos poderão estar no mercado dentro de um ano.

Além de tudo isto, para aumentar o tempo de prateleira no supermercado de alimentos como carne, peixe ou fruta, estão também a ser desenvolvidas películas naturais à base de macroalgas. Importa referir que estas podem ser consumidas diretamente em conjunto com o produto que estão a revestir.

São parceiros do MENU, iniciado em 2019, a Universidade de Aveiro, a Startup Lusalgae, especializada em Biotecnologia Marinha, e a Ernesto Morgado S.A., a mais antiga indústria de arroz em Portugal. 

Este projeto, que é financiado pelo Fundo Azul – um mecanismo de incentivo financeiro da Direção-Geral de Política do Mar destinado a apoiar a investigação científica –, visa também dar resposta aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU, contribuindo para a produção e consumo de produtos sustentáveis e melhoria da nutrição.