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O Financiamento de Startups

Renato Povoas - Managing Partner Startups 2018-05-02

Ideias de negócios todos nós temos. Mas quantas destas serão verdadeiramente valiosas do ponto de vista de inovação e rentabilidade?

Já não digo uma ideia que possa mudar o mundo, mas um produto ou serviço que tenha uma proposta de valor clara para o seu público, que o faça efetivamente ter interesse na sua aquisição.

Certamente que se fizer esta análise, séria e racional, devidamente fundamentada através de um modelo de negócio, o seu portfólio de ideias com potencial de negócio ficará extremamente reduzido.

Com uma base de ideias mais limitada e focada, há agora que testar esta nova oferta para apurar a viabilidade do plano de negócios e, se for caso disso, prosseguir nas intenções com o devido refinamento. Coloca-se então agora a questão: Como financiar o projeto?

Uma nota prévia. Em primeiro lugar procure obter o apelidado “smart money”. Não almeje somente dinheiro por dinheiro, mas sim capital com aconselhamento ao nível estratégico e acesso a uma boa network. Este é muitas das vezes crucial no rumo e sucesso dos projetos. Depois sim, e de acordo com a natureza e características do seu projeto, procure o financiamento necessário através das seguintes opções:

Bootstrapping

Utilização de capital próprio através de poupanças ou outros meios, sem recorrer a outros.

3 F’s (Family, Friends & Fools)

A primeira opção, normalmente só válida na fase de teste e arranque do projeto, que visa a rapidez no acesso ao capital e o menor risco, dadas as contrapartidas e os juros de soluções como os tradicionais empréstimos bancários.

Incubação e Aceleração

São inúmeras as organizações ou iniciativas que aportam condições às startups, não só ao nível de acesso a capital, mas especialmente em termos de infraestruturas e aconselhamento através da sua rede de mentores e ligações internacionais.

Instrumentos Públicos

São várias as soluções e os modelos de financiamentos disponibilizados pelas entidades públicas que visam o crescimento do número de empreendedores e o aumento da robustez do tecido empresarial nacional. A natureza e a dimensão destes instrumentos são alvo de uma atualização constante, até porque muitos deles dependem de fundos e mecanismos comunitários que são lançados com alguma regularidade.

Crédito Bancário

A mais tradicional fonte de financiamento que implica um maior risco devido às taxas de juro apresentadas em função do estádio do projeto e da imprevisibilidade de sucesso do mesmo. As entidades bancárias não agem como verdadeiras parceiras dos empreendedores, ao contrário da maior parte das outras fontes de financiamento, onde existe um maior envolvimento e partilha de risco.

Business Angels

São normalmente investidores individuais que aliam capital próprio a know-how e expertise especializado em função do seu percurso profissional. É o típico perfil dos investidores do Shark Tank. Bastantes úteis se conseguir ser “caçado” pelo correto.

Capital de Risco

Por norma, estruturados em fundos de capital de risco, investem em empresas com forte potencial de crescimento e em que o retorno esperado é semelhante ao risco previsto. Para além do capital existe também a transmissão de “smart money”.

Crowdfunding

É uma das fontes de financiamento mais recentes, mas também uma das que regista um maior nível de adesão e sucesso. O carácter colaborativo e fácil acesso, baseado geralmente em plataformas online, tem contribuído para que cada vez mais projetos possam efetivamente acontecer e ser uma realidade empresarial.