Empresas portuguesas acreditam que IA vai mudar o futuro

“A Inteligência Artificial (IA) veio para ficar”, afirma Paula Panarra, diretora-geral da Microsoft Portugal. Ainda assim, o investimento nacional na área deixa a desejar, revela um estudo realizado pela Ernst & Young a pedido da Microsoft junto de 15 mercados europeus, cerca de 10% dos quais portugueses.

Foram, ao todo, 22 empresas a participar no estudo, empresas que se encontram ativamente a explorar as possibilidades oferecidas pela IA, mas ainda atrás no que diz respeito à atual maturidade nesta matéria – 45% das empresas portuguesas ainda não começaram a ativamente a realizar iniciativas de IA, valor acima da média dos seus pares europeus (29%).

Contas feitas, qualquer coisa como 2,9 milhões de euros foram investidos em startups de IA em Portugal na última década, com apenas oito transações a ocorrerem nos últimos 10 anos.

Resultado, provavelmente, do menor nível de maturidade nesta matéria. Ainda assim, dois terços das empresas portuguesas afirmam que a IA é atualmente considerada um tópico importante ao nível da administração, com 86% a considerarem ser tão importante como as outras prioridades digitais, senão mais.

As expectativas são também elevadas: é em Portugal que mais as empresas referem acreditar que a IA terá um impacto significativo na sua indústria nos próximos cinco anos. De acordo com os executivos, algumas das formas desse impacto estão relacionadas com o aumento da eficiência nas operações, novas formas de se comunicar com os clientes ou modelos de negócios completamente novos, com enfoque nas plataformas ou serviços.

No entanto, é notável verificar que oito das 22 empresas inquiridas confirmam não usar a IA em nenhuma das funções de negócios.

Fonte: Microsoft