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Comissão Europeia aposta milhões em empresas portuguesas

Improve Empresas, Financiamento, Inovação, Startups 2020-01-09

Portugal é um país pequeno. Uma dimensão que é inversamente proporcional ao nível de ideias inovadoras. É que, além de ter alguns dos principais polos de startups na Europa, Portugal tem ainda um outro atributo: promissoras empresas em fase de arranque e Pequenas e Médias Empresas (PME). 

Este é o caso da Ophiomics, AddVolt e Smartex, três representantes portuguesas na lista das 75 empresas que vão ser apoiadas pela Comissão Europeia, através do Conselho Europeu de Inovação. Em conjunto, vão receber mais de sete milhões de euros para expandirem os seus projetos nas áreas de saúde e têxteis.

No total, Bruxelas vai conceder um financiamento no valor de mais de 278 milhões de euros. Importa ainda referir que mais de metade destas 75 empresas irão beneficiar, em simultâneo, de subvenções e de investimentos diretos em capitais próprios, o que se aplica a duas das três empresas portuguesas selecionadas. 

Mas que empresas portuguesas são estas e quais são os seus projetos? 

A Ophinomics é uma empresa biotecnológica de Lisboa cujo trunfo é uma ferramenta preditiva para fazer a triagem de doentes que vão receber transplantes hepáticos, ajudando a salvar mais vidas. Esta é uma solução que vai receber, em simultâneo, uma subvenção de 756 mil euros e um investimento em capital próprio de três milhões de euros. 

Incubada na UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto, a AddVolt é uma tecnológica que se encontra em fase de arranque. No entanto, esta startup já desenvolveu o primeiro sistema inovador do mundo para o setor do transporte. A sua tecnologia permite a refrigeração de camiões frigoríficos, conseguindo reduzir a dependência do diesel, o nível de ruído e as emissões de CO2. Com todos estes benefícios associados, a AddVolt vai receber uma subvenção de 1,68 milhões.

Por fim, a Smartex, de Braga e também incubada na UPTEC, é uma solução de engenharia criada para ajudar os fabricantes de têxteis a melhorar o rendimento da sua produção, reduzindo os defeitos de fabrico para perto de 0% e fornecendo um software de monitorização. Esta startup contará também com uma subvenção de um milhão de euros e com 1,37 milhões de investimento em capital próprio.

Por ser a maior vaga de investimento da fase piloto do Acelerador do Conselho Europeu de Inovação, verificou-se uma forte procura de financiamento misto por parte das empresas em fase de arranque e das PME europeias. Desta forma, tal só veio confirmar que o Conselho Europeu de Inovação está a colmatar uma lacuna existente no que respeita ao fornecimento de investimentos.

Para além deste apoio financeiro, as empresas vão ainda ter acesso a acompanhamento de orientação e a serviços de constituição de redes e de aceleração empresarial, para as ajudar a desenvolver o seu negócio.