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Educação e Ensino

Universidade do Minho desenvolve tecido para minimizar efeitos das lesões do menisco

Renato Povoas - Managing Partner Educação e Ensino, Saúde e Bem-Estar 2012-06-21

Fonte: Agência Lusa

As lesões do menisco poderão deixar de ser um problema para os atletas de alta competição, graças a uma investigação da Universidade do Minho (UMinho) que pretende desenvolver um tecido para substituir as partes afetadas, foi hoje anunciado.

Segundo fonte da UMinho, a investigação visa encontrar um tecido “que ultrapasse as dificuldades atuais e que, de forma mais eficaz, reponha o que o atleta perdeu, devolvendo-lhe estabilidade e a performance biomecânica perdidas”.

O tecido já foi testado, com sucesso, em pequenos animais e em células humanas, faltando agora avançar para animais de grande porte.

Esta será a última etapa antes de entrar na fase decisiva dos ensaios clínicos.

Segundo os investigadores do projeto, as lesões do menisco são a mais frequente causa de cirurgia em ortopedia e têm “importante” impacto socioeconómico.

A remoção da parte lesada tem sido o tratamento mais frequente, mas “traz consequências a longo prazo”, como o desgaste articular e artrose precoce.

“Atualmente, é adquirido que a remoção total do menisco provoca o aparecimento de osteoartrite num período de 7 a 10 anos”, garante o investigador Hélder Pereira.

Destaca ainda a síndrome de dor pós-operatória “que impede o atleta de voltar à competição”.

Além disso, garante que cerca de 30 por cento das reparações do menisco são “mal sucedidas” e que o transplante “normalmente nunca devolve o atleta à alta competição”.

As mais recentes tendências para o tratamento das lesões do menisco são as abordagens de engenharia de tecidos e medicina regenerativa.

Os meniscos são cartilagens presentes no joelho que têm a função de diminuir o impacto e melhorar o encaixe entre as faces articulares do fémur e da tíbia.

Torneira inovadora

Renato Povoas - Managing Partner Educação e Ensino, Sustentabilidade 2012-06-05

 

Fonte: Oje

Uma torneira totalmente automática, que visa melhorar “a eficiência e a qualidade do processo de lavagem de mãos”, criada por um grupo de alunos da ATEC de Matosinhos venceu a edição nacional do programa “A Empresa” da Junior Achievement – Young Enterprise. Como prémio, os jovens da ATEC Matosinhos, agrupados no projeto ICTUS, vão representar Portugal na finalíssima da competição europeia da Junior Achievement em Bucareste, Roménia entre 19 e 22 de julho.

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Universidade do Minho cria almofadas e colchões que previnem úlceras

Renato Povoas - Managing Partner Educação e Ensino, Têxtil 2012-01-24

Fonte: Agência Lusa

Um investigador da Universidade do Minho (UM) coordena um projeto que visa a criação de colchões, almofadas e coberturas “inteligentes” para prevenir o aparecimento de úlceras em pessoas com limitações motoras graves.

A ideia é que aqueles colchões, almofadas e coberturas sejam capazes de monitorizar a pressão, temperatura e humidade exercidas em zonas do corpo que estão permanentemente em contacto com superfícies de suporte. “O controlo destes parâmetros poderá lançar, quando necessário, um alerta que permitirá ao utilizador movimentar-se, sozinho ou com a ajuda de terceiros, evitando o desenvolvimento de uma ferida na pele”, explica Miguel Carvalho, coordenador do projeto e professor do Departamento de Engenharia Têxtil da UM.

A gama de produtos é destinada essencialmente aos indivíduos com limitações motoras graves que condicionam a sua deslocação, nomeadamente os idosos e pacientes acamados, os doentes sob efeitos de sedativos ou anestesia durante cirurgias prolongadas e pós-operatório, ou, ainda, aqueles que se deslocam em cadeiras de rodas.

“Na maioria das situações, este público tem alguma dificuldade em sentir determinadas regiões do corpo que se encontram em contacto com superfícies ou, então, não consegue mudar de posição regularmente, de forma autónoma, como o faria uma pessoa saudável de forma inconsciente”, refere Miguel Carvalho. Acrescenta que estas são circunstâncias favoráveis ao desenvolvimento de úlceras de pressão (UP), ou seja, lesões cutâneas que se produzem em consequência de uma falta de irrigação sanguínea ou de uma irritação da pele.

“Os gastos médios dedicados ao tratamento desta patologia são de seis mil euros por cada úlcera. Na União Europeia e nos EUA, a prevenção e o tratamento têm um custo anual superior a 36 mil milhões de euros”, diz Miguel Carvalho. Sublinha que é “cada vez mais importante” apostar nesta área de investigação, uma vez que a população idosa tende a aumentar, “o que terá um impacto económico crescente a médio e longo prazo”.