fbpx

Ameaça a combater no mundo dos negócios

Renato Povoas - Managing Partner Empresas, Startups 2018-03-23

Felipe Ost Scherer é sócio da Innoscience, uma empresa de consultoria de Gestão da Inovação. Autor de vários livros, é especialista em administração de empresas e sabe bem do que fala quando se refere ao mundo dos negócios e da inovação. Neste texto, publicado no portal de notícia Exclusivo e que aqui reproduzimos, partilha o entusiasmo com a transformação digital, ainda que receoso sobre os atrasos de alguns setores, que tardam a apanhar o ‘comboio’ da digitalização.

“Recentemente tivemos a grata notícia que mais uma startup brasileira entrou na lista das chamadas empresas unicórnios. Depois de nova rodada de investimento, o Nubank foi avaliado em mais de 1 bilião de dólares. Um marco importante para todo mercado de finitechs no Brasil.

O Nubank é mais um caso importante que retrata a mudança que muitos mercados estão enfrentando. A chamada digitalização da economia permite que uma empresa que opera exclusivamente no mercado on-line possa conquistar mais de 13 milhões de clientes em quatro anos em um mercado dominado por players gigante há muito tempo. A tendência da digitalização e transformação digital dos negócios é um caminho sem volta que também impactará o mercado de calçados no mundo.

Os programas de inovação no setor têm buscado inovações incrementais e atingido sucesso nesse sentido. Novos produtos têm sido lançados, materiais e processos com melhor desempenho também. Novos equipamentos e processos mais automatizados estão sendo incorporados gradualmente. Entretanto, o setor parece ainda não ter despertado para construir uma nova indústria em que a inovação é o motor de desenvolvimento.

Novos modelos de negócios e tecnologias disruptivas parecem elementos muitos distantes da maioria dos empresários. Para fazer projetos radicais é preciso clareza do que se está buscando e aceitar os riscos inerentes. Algumas estratégias de sucesso de outras indústrias podem servir de inspiração para o setor.

A primeira é ter pessoas dedicadas para isso. Digo 100% dedicadas, alocando seu tempo integralmente no desenvolvimento das iniciativas inovadoras radicais. Uma das grandes dificuldades é a falta de execução de projetos que rompem com os modelos vigentes. Deixar para inovar quando sobra tempo na agenda significa pouca inovação na prática.

A segunda inspiração é a conexão organizada com startups de tecnologia. Muitas vezes é preciso buscar fora das fronteiras das empresas as respostas. O ecossistema brasileiro de empreendedorismo tem produzido mais e melhores startups para resolver problemas importantes do setor ou mesmo testar novos modelos de venda e experiência dos consumidores.

A nova economia trará muitas mudanças para a economia mundial. Se nos anteciparmos poderemos capturar as oportunidades desta nova era. Fazendo isso de maneira organizada, nossas chances de sucesso serão muito maiores.”