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Yearly Archives: 2018

As novidades tecnológicas que aí vêm

A tradição manda que a despedida do ano velho se faça acompanhar pelas 12 passas e pela taça de champanhe. São costumes que se repetem todos os anos, assim como a lista de resoluções ou de previsões. Sem bola de cristal, mas com algumas certezas, um artigo da Inc. socorre-se da experiência de quem sabe o que faz e o que diz, para revelar as tendências tecnológicas que estão a chegar. Salientamos algumas.

 

De um dos antigos responsáveis pela segurança interna nos EUA, Amit Yoran, atual CEO da Tenable, vem a certeza que os ataques cibernéticos vão chegar ao mundo real. “Já vimos os danos que um ataque de ransomware pode causar nos ativos digitais de uma empresa, mas o que acontece quando nos movemos para além do ciberespaço, no mundo real? De ataques à produção e equipamentos, estamos a falar de eventos extremamente caros e prejudiciais, que têm o poder de encerrar completamente as operações de negócios. Infelizmente, este pode ser o ano do cyber wake up call para o qual há anos a indústria tem alertado.”

 

Derek Choy, CIO da Rainforest, considera que o mundo está “a despertar para o facto de a segurança de dados ser um problema crítico, que precisa de ser incluído mais cedo no processo de desenvolvimento”. O que significa que, em 2019, as empresas vão implementar o que aprenderam sobre como evitar erros e como codificar falhas de segurança nos seus sistemas.

 

O sucesso dos clientes será a nova fonte de crescimento para as startups, garante Dale Chang, da Scale Venture Partners. “Sem uma base estável de clientes, as empresas não podem crescer tão rápido (…). Em 2019, veremos uma nova lente na economia do cliente, da rotatividade à retenção e crescimento”.

 

O espaço de trabalho vai evoluir, graças ao advento da “Inteligência Artificial ​​e do software de automação, que significa que os humanos se estão a afastar das tarefas repetitivas e estão cada vez mais focados em tarefas que só os seres humanos podem fazer: pensar criativamente e interagir com outros seres humanos. Para os espaços de trabalho, isso significa que as pessoas passam menos tempo sentadas nas suas mesas e mais numa diversidade de espaços”, refere Dror Poleg, consultor imobiliário e de estratégia da Breather.

 

Não há dúvidas, pelo menos para Jeremy Auger, cofundador e diretor de estratégia da D2L, que as soft skills se vão tornar um fator diferenciador. “As competências técnicas têm sido o santo graal da contratação nos anos anteriores, mas essas competências diminuem rapidamente”, afirma. “A capacidade de adaptação será a competência mais duradoura nos próximos anos, já que a capacidade de aprender e de se ajustar se torna mais importante do que qualquer outra.”

 

Fonte: Inc.

Já pensou em ser um ‘astropreneur’?

Improve Empresas, Startups 2018-11-28

Talvez ainda não tenha ouvido falar em ‘astropreneur’, mas se esse for o caso, então podem bem ser que ande distraído. É que ainda que o termo seja novo, a aposta nesta área já está a dar que falar e promete dar ainda mais, ou não tivesse o espaço deixado de ser a última fronteira para se tornar na próxima conquista.

 

Mas afinal, de que é que estamos a falar? Tem tudo a ver com a ambição interplanetária, com a ideia, cada vez mais próxima, de explorar outros planetas e de o tornar uma possibilidade acessível a todos. Uma tarefa que conquista cada vez mais o interesse dos empreendedores, com pequenas empresas e ideias de negócio que vão ao encontro do desejo de explorar o espaço. Tanto que, de acordo com a consultoria New Space Global, até o final da próxima década deverão ser cerca de 10 mil as empresas privadas a trabalhar nesta ambição, entre as quais algumas portuguesas.

 

O potencial, esse é enorme. De acordo com o relatório de uma consultora norte-americana (Bryce Space and Technology), o investimento em tecnologia espacial passou de mil milhões de dólares entre 2000 e 2005 para quase cinco mil milhões entre 2011 e 2015.

 

Uma aposta a que a Europa também tem estado atenta. No Velho Continente existe mesmo uma incubadora espacial, a Space Startup Accelerator, que procura transformar ideias relacionadas com o espaço em negócios reais.

Ecossistema nacional da inovação visto à lupa

Improve Empresas 2018-11-21

Chama-se Scale-Up Portugal 2018 e é um documento da EIT Digital, Building Global Innovators e dos seus parceiros, que traduz a realidade das startups nacionais, revelando o top 25 destas empresas, as principais indústrias em que operam e o estado atual do investimento nelas feitos.

Formado por 480 empresas de tecnologia portuguesas fundadas entre 2012 e 2017, confirma que o ecossistema empreendedor e de inovação português tem por base, ainda que não exclusivamente, o financiamento de capital de risco de fora do País. Contas feitas, 72,6% das verbas usadas para financiar as 25 principais startups nacionais são proveniente de fontes não portuguesas, com o Reino Unido e os EUA a destacarem-se na lista.

O que significa, de acordo com a análise feita, que esta “grande dependência de fontes externas de financiamento de empreendimentos” torna o ecossistema de empreendedorismo e inovação nacionais “muito suscetível ao contexto internacional”.

O mesmo documento olhou também para a diferença de género e confirma que esta continua a ser uma realidade, ainda que o número de mulheres empregadas nestas startups esteja a crescer de forma constante.

No que diz respeito às cinco principais indústrias em Portugal em que operam as principais startups, com base no total de investimentos, o estudo identifica a Internet of Things como a primeira, com 30% da aposta monetária. Seguem-se a Saúde (18,8%), o software corporativo (14,6%), marketing (13,6%) e fintech (9,8%).

Fonte: Entrepreneur

Governo quer mais ideias inovadoras para o turismo

Improve Turismo e Lazer 2018-11-14

De carros elétricos para passeios turísticos com câmaras incluídas, para partilha da experiência nas redes sociais, às aplicações que disponibilizam um guia pessoal: são já muitas as ideias de negócios no setor do turismo, alimentadas pelos números que confirmam este como um setor essencial para a economia nacional.

É também por isso que o Governo quer que sejam ainda mais. Para isso, propõe reforçar a verba disponibilizada para o efeito, passando de um milhão de euros para 1,5 milhões atuais. O objetivo é simples: incentivar a criação de mais startups na área do turismo.

Na prática, a ideia é passar das 350 startups apoiadas por 15 programas específicos, o que aconteceu durante este ano, para a aceleração de 450 empresas, uma informação que foi dada à revista EXAME pela secretária de Estado do Turismo.

A mesma fonte revelou ainda que Portugal foi escolhido pela Organização Mundial do Turismo como parceiro institucional para um concurso de aceleração de startups a nível global, tendo o mesmo objetivo: fazer crescer o turismo. O que significa que o nosso país será o anfitrião das três startups vencedoras do concurso, para que possam desenvolver o seu negócio em Portugal.

Esclarecimentos e conselhos para os animais de estimação à distância de um toque

Quem tem animais de estimação tem dúvidas. Podem ser mais simples ou mais complexas, relacionadas com a alimentação (com o que podem ou não comer), com a higiene (como deve ou não ser) ou com um qualquer problema de saúde que, tal como acontece com os humanos, não escolhe hora para se manifestar.

 

Quem tem animais de estimação sabe o que é a ansiedade de ter um problema e não saber o que fazer, seja porque nem sempre a consulta ao veterinário é possível no momento em que se instala a dúvida ou porque também há questões que não podem esperar.

 

É para dar resposta a este problema que nasceu a Petappoint, uma aplicação móvel e inovadora, que coloca os tutores dos animais de estimação em contacto com os médicos veterinários, proporcionam o esclarecimento de dúvidas e o aconselhamento à distância de um toque.

 

Não, esta não é uma forma de ter um diagnóstico ou acesso à prescrição de uma medicação sem a respetiva consulta, algo que, por lei, estes especialistas não estão autorizados a fazer. É, em vez disso, uma forma de ter orientações em relação aos animais de estimação, mitigando a já falada ansiedade.

 

Cem por cento gratuita, a aplicação está disponível, para já, no sistema iOS e nasce da ideia – e experiência – de dois jovens médicos veterinários, que se aperceberam que a Internet era um recurso frequente para os donos de animais, ainda que nem sempre bem-sucedido, fruto sobretudo da multiplicidade de informação e das fontes da mesma.

 

Tal como é referido pela Petappoint, o trabalho desenvolvido “surge para complementar” a atuação presencial dos veterinários e não para a substituir. E isto através da criação de “um inovador canal de comunicação, fator que facilita o acesso de tutores de animais de estimação à informação acreditada por profissionais veterinários”.

Fonte: Petappoint

Empresas portuguesas acreditam que IA vai mudar o futuro

Improve Telecomunicações e Tecnologia 2018-10-17

“A Inteligência Artificial (IA) veio para ficar”, afirma Paula Panarra, diretora-geral da Microsoft Portugal. Ainda assim, o investimento nacional na área deixa a desejar, revela um estudo realizado pela Ernst & Young a pedido da Microsoft junto de 15 mercados europeus, cerca de 10% dos quais portugueses.

Foram, ao todo, 22 empresas a participar no estudo, empresas que se encontram ativamente a explorar as possibilidades oferecidas pela IA, mas ainda atrás no que diz respeito à atual maturidade nesta matéria – 45% das empresas portuguesas ainda não começaram a ativamente a realizar iniciativas de IA, valor acima da média dos seus pares europeus (29%).

Contas feitas, qualquer coisa como 2,9 milhões de euros foram investidos em startups de IA em Portugal na última década, com apenas oito transações a ocorrerem nos últimos 10 anos.

Resultado, provavelmente, do menor nível de maturidade nesta matéria. Ainda assim, dois terços das empresas portuguesas afirmam que a IA é atualmente considerada um tópico importante ao nível da administração, com 86% a considerarem ser tão importante como as outras prioridades digitais, senão mais.

As expectativas são também elevadas: é em Portugal que mais as empresas referem acreditar que a IA terá um impacto significativo na sua indústria nos próximos cinco anos. De acordo com os executivos, algumas das formas desse impacto estão relacionadas com o aumento da eficiência nas operações, novas formas de se comunicar com os clientes ou modelos de negócios completamente novos, com enfoque nas plataformas ou serviços.

No entanto, é notável verificar que oito das 22 empresas inquiridas confirmam não usar a IA em nenhuma das funções de negócios.

Fonte: Microsoft

 

200 startups portuguesas com ‘bilhete’ para a WebSummit

Improve Empresas, Eventos, Startups 2018-10-10

Chama-se Road2WebSummit (R2WS) e trata-se de um programa da Startup Portugal e da Web Summit, com um objetivo: ajudar as startups portuguesas a chegar o mais longe possível naquele que é considerado o maior evento de tecnologia do mundo.

Não é novo. Desde 2016, ano da estreia da iniciativa em Portugal, que as startups lusas têm beneficiado deste projeto. Começaram, por ser, nesse ano, 66. Em 2017, o valor mais do que duplicou (150) e, este ano, volta a aumentar. São, ao todo, 200 as empresas nacionais que integram a lista de participantes num programa de treino que tem como missão prepará-las para brilhar no evento.

A lista de contemplados já é conhecida e estes vão beneficiar do acesso gratuito a um bootcamp intensivo de dois dias, organizado pela Startup Portugal em parceria com a AICEP e a Beta-i, que prepara os participantes para aquilo que os vai esperar na Web Summit, como navegar na app do evento, como abordar investidores, quais as metas a definir para a feira tecnológica, como argumentar, entre outras lições que podem fazer a diferença para a empresa.

A lista completa está aqui.

Inovar através da colaboração

Improve Empresas 2018-10-03
É um dado adquirido que os tempos atuais são de grande disrupção e transformação. Nunca como hoje assistimos a uma dinâmica tão forte na criação de novas empresas, aparecimento de novas tecnologias ou no surgimento de modelos de negócio diferenciadores.
São muitos os exemplos de empresas que em poucos anos através da inovação ganham relevância empresarial e mediática, ameaçando concorrentes até aí confortavelmente instalados em posições dominantes. Os “gigantes” deixaram de poder dormir descansados porque, num qualquer lugar do mundo, um pequeno grupo de pessoas poderá estar a trabalhar em algo que os irá destruir a curto-médio prazo.   
Despertas para esta realidade as grandes empresas estão cada vez mais disponíveis para colaborar com outras entidades e organizações (Associações empresariais, incubadoras, aceleradoras, pólos tecnológicos, universidades, entre outras) de forma a detetar oportunidades e projetos que possam complementar a sua oferta. Por outro lado são cada vez mais comuns os programas corporativos de inovação aberta onde as empresas procuram soluções concretas para os desafios que enfrentam.
No paradigma empresarial todas estas interações – que complementam os departamentos internos de Inovação e R&D – são vitais para reduzir o risco de aparecimento e a afirmação de novos players. É assim crucial que as empresas saibam gerir a inovação da melhor forma através de metodologias e ferramentas específicas, tendo por base uma estratégia e um plano de atividades. 
Os gestores devem ter a ambição não só de gerir como de gerar novos negócios, complementares à sua atividade principal ou mesmo fora deste core. Isto beneficia a empresa a diversos níveis: mais faturação, melhores resultados liquídos, alargamento do portefólio, redução do risco de nova concorrência, sinergias operacionais, maior notoriedade e reputação, retenção e atração de novos talentos, entre outras. Neste olhar para além das fronteiras naturais das empresas o melhor caminho é procurar start-ups cuja atividade possa ser uma mais-valia.
O foco, a aversão ao risco, a capacidade de superar o erro, a dinâmica e a ambição dos empreendedores são características determinantes para elevar a sua empresa até ao próximo nível.
Vai dizer que não?

Orientações para um bom pitch (parte 2)

Prepare adequadamente cada pitch de acordo com esta checklist:

  1. Identifique o seu objetivo (vender um produto / angariar capital / …);
  1. Explique o que faz:

            – Foco no problema que resolve;

            – Sempre que necessário recorra a números /estatísticas;

            – Apresente de forma entusiasmante.

  1. Comunique os seus “Unique selling proposition”. O que faz do seu produto/serviço único;
  1. Envolva o interlocutor / audiência com questões;
  1. Pratique, pratique, pratique.

A que perguntas deve responder?

  1. O que fazemos? Qual a necessidade que satisfazemos?
  1. Quem é a equipa de gestão?

            – Não uma biografia completa.

  1. Produto / Serviço – Benefícios e Vantagens

            – Como é que o produto / serviço resolve o problema;

            – Qual o feedback dos potenciais clientes.

  1. Qual a dimensão do mercado? Está o mercado já preparado?

            – Identificar o segmento prioritário;

            – Qual o contexto atual que leva a acreditar que é o tempo certo para o projeto iniciar-se;

  1. Qual a abordagem comercial?
  1. Onde estamos agora? O que foi feito?

            – Clientes, parcerias, propriedade industrial, eventuais receitas,..

  1. Como seremos grandes no futuro? Qual a visão?
  1. Qual a concorrência?
  1. Quais as projeções financeiras?
  1. Qual o montante do financiamento procurado?

Tenha consciência que os investidores esperam que o empreendedor…

  • Traga uma boa ideia;
  • Ofereça um plano de negócios consistente;
  • Apresente claramente o seu projeto, de forma fundamentada e concisa;
  • Demonstre fascínio pelo sucesso empresarial do seu projeto e paixão pela sua ideia;
  • Revele-se humilde, procurando parcerias nas áreas em que não é competente;
  • Mantenha os pés bem assentes no chão;
  • Esteja disposto a prestar contas de cada passo dado pela empresa;
  • Valorize a aprendizagem contínua nas áreas de estratégia e de gestão.