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Empresas

200 startups portuguesas com ‘bilhete’ para a WebSummit

Msousa Empresas, Eventos, Startups 2018-10-10

Chama-se Road2WebSummit (R2WS) e trata-se de um programa da Startup Portugal e da Web Summit, com um objetivo: ajudar as startups portuguesas a chegar o mais longe possível naquele que é considerado o maior evento de tecnologia do mundo.

Não é novo. Desde 2016, ano da estreia da iniciativa em Portugal, que as startups lusas têm beneficiado deste projeto. Começaram, por ser, nesse ano, 66. Em 2017, o valor mais do que duplicou (150) e, este ano, volta a aumentar. São, ao todo, 200 as empresas nacionais que integram a lista de participantes num programa de treino que tem como missão prepará-las para brilhar no evento.

A lista de contemplados já é conhecida e estes vão beneficiar do acesso gratuito a um bootcamp intensivo de dois dias, organizado pela Startup Portugal em parceria com a AICEP e a Beta-i, que prepara os participantes para aquilo que os vai esperar na Web Summit, como navegar na app do evento, como abordar investidores, quais as metas a definir para a feira tecnológica, como argumentar, entre outras lições que podem fazer a diferença para a empresa.

A lista completa está aqui.

Orientações para um bom pitch (parte 2)

Prepare adequadamente cada pitch de acordo com esta checklist:

  1. Identifique o seu objetivo (vender um produto / angariar capital / …);
  1. Explique o que faz:

            – Foco no problema que resolve;

            – Sempre que necessário recorra a números /estatísticas;

            – Apresente de forma entusiasmante.

  1. Comunique os seus “Unique selling proposition”. O que faz do seu produto/serviço único;
  1. Envolva o interlocutor / audiência com questões;
  1. Pratique, pratique, pratique.

A que perguntas deve responder?

  1. O que fazemos? Qual a necessidade que satisfazemos?
  1. Quem é a equipa de gestão?

            – Não uma biografia completa.

  1. Produto / Serviço – Benefícios e Vantagens

            – Como é que o produto / serviço resolve o problema;

            – Qual o feedback dos potenciais clientes.

  1. Qual a dimensão do mercado? Está o mercado já preparado?

            – Identificar o segmento prioritário;

            – Qual o contexto atual que leva a acreditar que é o tempo certo para o projeto iniciar-se;

  1. Qual a abordagem comercial?
  1. Onde estamos agora? O que foi feito?

            – Clientes, parcerias, propriedade industrial, eventuais receitas,..

  1. Como seremos grandes no futuro? Qual a visão?
  1. Qual a concorrência?
  1. Quais as projeções financeiras?
  1. Qual o montante do financiamento procurado?

Tenha consciência que os investidores esperam que o empreendedor…

  • Traga uma boa ideia;
  • Ofereça um plano de negócios consistente;
  • Apresente claramente o seu projeto, de forma fundamentada e concisa;
  • Demonstre fascínio pelo sucesso empresarial do seu projeto e paixão pela sua ideia;
  • Revele-se humilde, procurando parcerias nas áreas em que não é competente;
  • Mantenha os pés bem assentes no chão;
  • Esteja disposto a prestar contas de cada passo dado pela empresa;
  • Valorize a aprendizagem contínua nas áreas de estratégia e de gestão.

A Inovação em tempo de férias

Não, hoje não vos venho falar de nenhuma ideia inovadora para um negócio de verão. Numa altura do ano em que grande parte dos empreendedores e empresários se encontram de férias a descansar mas certamente também a pensar sobre como fazer crescer os seus negócios nos próximos meses, o propósito deste texto é deixar algumas ideias e sugestões para mais e melhor inovação. Mas comecemos pelos constrangimentos atuais.      

A meu ver são três os principais obstáculos à inovação em Portugal:

  1. Dificuldade em competir e inovar em escala;
  2. Competências e capacidade para gerir a inovação;
  3. Capacidade financeira para executar projetos.

 

Quais então as soluções para estes problemas?

1) Conectar Empresas. Através da promoção da importância da colaboração em rede e/ou fusão formal de empresas enquanto veículo de criação de escala competitiva. Isto passa por:

  • Potenciar as associações setoriais enquanto dinamizadoras de “missões de inovação”;
  • Utilização de ferramentas de auto-diagnóstico das capacidades e desempenho de inovação por parte dos clusters de competitividade, como forma de suportar a definição das suas estratégias de inovação;
  • Promover o crescimento inorgânico por via de fusões e aquisições de empresas, aumentando a sua capacidade competitiva e escala.  

 

2) Capacitar Pessoas. Aumentando a diversidade e especialização de competências técnicas e organizacionais nas empresas, com vista ao reforço da sua capacidade de inovação. Isto passa por: 

  • Criar um programa de estágios profissionais (IEFP) direccionados para funções de IDI;
  • Definir um programa de mentoring que permita agir e capitalizar os conhecimentos no quadro da gestão de IDI.

 

3) Captar financiamento. Através da diversificação de fontes de financiamento e capacitar empresas para o recurso a estes instrumentos. Em simultâneo, aumentar a abrangência do acesso a fundos comunitários. Será então importante:

  • Criar condições para que os incentivos financeiros do Portugal 2020 cheguem a um espectro mais alargado de empresas;
  • Divulgar e capacitar empresas para o acesso a programas de incentivo da Comissão Europeia e outros organismos internacionais;
  • Criar um mercado de capitais direccionado para PME em fase de expansão.

 

Práticas para a deteção de ideias inovadoras

Msousa Startups 2018-05-30

Ideias – como selecioná-las

São várias as técnicas e os mecanismos que facilitam o processo de geração de ideias. Existem muitas sugestões e opiniões. Deixo aqui a minha seleção.

Inspire-se nos modelos tradicionais

Muitas das vezes é através de modelos tradicionais que a inovação acontece e possibilita refrescar ou alargar o portfólio de produtos ou serviços.

Acrescentar valor

Ir ao encontro das necessidades dos clientes com mais valor e a um preço igualmente competitivo.

Substituição de atributos

Este é o processo de dissecar o produto ou serviço nas suas diversas componentes e depois encontrar novas combinações, seja através da eliminação, introdução ou substituição de atributos, tal como uma construção da Lego.

 

Alteração do modelo de pricing

O sistema de pagamento de determinado produto ou serviço pode ditar o sucesso ou insucesso de um negócio. Reinventar o seu formato numa dimensão única e inovadora é o passaporte para um crescimento exponencial da empresa.

Novos canais

Hoje é crucial estar onde o cliente deseja. A transformação digital proporciona inúmeras oportunidades para empresas e marcas, novas ou antigas, inovarem nos seus canais de distribuição, sempre em prol de um cliente mais satisfeito e fiel.

Cruzar setores

O olhar para outros setores e áreas ajuda-nos, em certos casos, a encontrar soluções inovadoras para as nossas necessidades. É por isso fundamental privilegiar um olhar global e não centrado apenas nos nossos concorrentes ou setor.

Novas tendências

Esteja atento e monitorize regularmente as novas tendências e hábitos de consumo. Este seu comportamento permitirá identificar precocemente necessidades e soluções para os seus consumidores.

 

Especialização

Não pense somente em grandes mercados ou milhões de clientes. Muitas das vezes existem nichos esquecidos que valem muito e proporcionam um retorno incrível.

 

Competitividade Empresarial – O Risco da Inovação

Renato Povoas - Managing Partner Startups 2018-04-26

As pequenas inovações representam em média entre 85% a 90% dos portfólios de desenvolvimento das empresas, traduzindo-se na prática a sucessos comedidos e crescimentos ligeiros. Os tempos atuais exigem maior atrevimento no que à inovação diz respeito. Na Competitividade Empresarial não se trata de inovar por inovar mas sim fazer este caminho de forma estruturada e inteligente.

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A inovação como motor de desenvolvimento

Renato Povoas - Managing Partner Startups, Telecomunicações e Tecnologia 2017-10-10

A revolução tecnológica e os novos modelos de negócios nunca ameaçaram tanto as grandes organizações. Por outro lado, nunca foi tão fácil como hoje desenvolver um novo negócio. É por isso crucial que as empresas antecipem cenários, respondam eficazmente e adaptem-se de forma eficaz. A inovação tem aqui um papel preponderante.

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Virgin de olhos postos na aventura do empreendedorismo nacional

Renato Povoas - Managing Partner Startups 2017-09-01

Empreender, inovar, criar, inventar são verbos cada vez mais presentes no léxico nacional. E que captaram a atenção internacional. E a razão é simples: Portugal deixou de ser apenas uma nação feita de História ou o porto de onde partiram as caravelas rumo ao desconhecido, para se tornar um país que tomou o leme do seu presente e foi capaz de o reinventar. Esse é, de resto, o tema de um artigo publicado no blog da Virgin, que tem como protagonista o nosso país.

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Nunca é tarde para empreender

Renato Povoas - Managing Partner Startups 2017-08-18

O dicionário Priberam de Língua Portuguesa define-o como uma “atitude de quem, por iniciativa própria, realiza ações ou idealiza novos métodos com o objetivo de desenvolver e dinamizar serviços, produtos ou quaisquer atividades de organização e administração”. E nem nesta, ou em qualquer outra fonte, o empreendedorismo é entendido como uma capacidade com prazo de validade, ainda que, tendencialmente, tenhamos a ideia de que é uma coisa para gente jovem.

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Lisboa no ranking das “Hottest Startup Cities”

Renato Povoas - Managing Partner Startups 2016-09-02

Pela primeira vez, Lisboa foi incluída pela prestigiada revista de tecnologia norte-americana Wired no ranking anual “The Hottest Startup Cities” da Europa, entre 100 cidades europeias como Helsínquia, Londres, Berlim, Paris, Amesterdão, Estocolmo, Telavive, Barcelona e Istambul.

Quais as startups destacadas pela Wired?

Uniplaces, Codacy, Talkdesk, Chick by Choice, Unbabel, CrowdProcess, Prodsmart, Hole19, Tradiio e Aptoide.

A vinda da Web Summit para Lisboa, bem como o facto de várias publicações internacionais terem comparado a capital portuguesa a nomes de referência no setor como São Francisco ou Berlim também ajudaram a contribuir para o resultado final.

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Fonte: Observador