Engenho nacional ao serviço da proteção civil

Renato Povoas - Managing Partner Segurança 2017-08-22

 

Uma tem a missão de vigiar; a outra de fornecer informações e dados. Em comum, estas duas  invenções que aqui são protagonistas têm duas coisas: o facto de ambas resultarem do engenho nacional e de quererem ajudar a facilitar as missões de proteção civil.

Começamos por aquele que pretende ser ‘os olhos da floresta’. Chama-se Ciclope, mas em vez do gigante de um só olho, este sistema apresenta-se sob a forma de torre com câmaras no topo, destinadas à recolha de imagens e dados de vários tipos (qualidade do ar, meteorologia, etc). Instalado nas zonas de floresta, tem como missão detetar precocemente e acompanhar os casos de incêndios florestais e é resultado do trabalho de uma equipa de investigadores do Instituto de Novas Tecnologias (INOV).

A esta inovação junta-se outra, diferente mas com o mesmo objetivo de ajudar nas operações de proteção civil. Neste caso, trata-se de um robô, “capaz de entrar nos escombros, mapear em três dimensões o espaço, detetar focos de incêndio e medir a temperatura, humidade e monóxido de carbono e, em tempo real, enviar os dados para o exterior”, protegendo, desta forma, vidas humanas.

Desenvolvido por um grupo de estudantes de Engenharia Electrónica e Telecomunicações da Universidade de Aveiro, o robô, que pesa 1,5 quilos e tem entre 23 e 28 centímetros, está em fase de protótipo, aguardando pelo dia em que estará disponível no mercado, capaz de dar uma ajuda nos casos de incêndios, colapsos parciais, demolições ou operações de busca e salvamento.

Fontes: IST e UA