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Empresas

Já pensou em ser um ‘astropreneur’?

Msousa Empresas, Startups 2018-11-28

Talvez ainda não tenha ouvido falar em ‘astropreneur’, mas se esse for o caso, então podem bem ser que ande distraído. É que ainda que o termo seja novo, a aposta nesta área já está a dar que falar e promete dar ainda mais, ou não tivesse o espaço deixado de ser a última fronteira para se tornar na próxima conquista.

 

Mas afinal, de que é que estamos a falar? Tem tudo a ver com a ambição interplanetária, com a ideia, cada vez mais próxima, de explorar outros planetas e de o tornar uma possibilidade acessível a todos. Uma tarefa que conquista cada vez mais o interesse dos empreendedores, com pequenas empresas e ideias de negócio que vão ao encontro do desejo de explorar o espaço. Tanto que, de acordo com a consultoria New Space Global, até o final da próxima década deverão ser cerca de 10 mil as empresas privadas a trabalhar nesta ambição, entre as quais algumas portuguesas.

 

O potencial, esse é enorme. De acordo com o relatório de uma consultora norte-americana (Bryce Space and Technology), o investimento em tecnologia espacial passou de mil milhões de dólares entre 2000 e 2005 para quase cinco mil milhões entre 2011 e 2015.

 

Uma aposta a que a Europa também tem estado atenta. No Velho Continente existe mesmo uma incubadora espacial, a Space Startup Accelerator, que procura transformar ideias relacionadas com o espaço em negócios reais.

Ecossistema nacional da inovação visto à lupa

Msousa Empresas 2018-11-21

Chama-se Scale-Up Portugal 2018 e é um documento da EIT Digital, Building Global Innovators e dos seus parceiros, que traduz a realidade das startups nacionais, revelando o top 25 destas empresas, as principais indústrias em que operam e o estado atual do investimento nelas feitos.

Formado por 480 empresas de tecnologia portuguesas fundadas entre 2012 e 2017, confirma que o ecossistema empreendedor e de inovação português tem por base, ainda que não exclusivamente, o financiamento de capital de risco de fora do País. Contas feitas, 72,6% das verbas usadas para financiar as 25 principais startups nacionais são proveniente de fontes não portuguesas, com o Reino Unido e os EUA a destacarem-se na lista.

O que significa, de acordo com a análise feita, que esta “grande dependência de fontes externas de financiamento de empreendimentos” torna o ecossistema de empreendedorismo e inovação nacionais “muito suscetível ao contexto internacional”.

O mesmo documento olhou também para a diferença de género e confirma que esta continua a ser uma realidade, ainda que o número de mulheres empregadas nestas startups esteja a crescer de forma constante.

No que diz respeito às cinco principais indústrias em Portugal em que operam as principais startups, com base no total de investimentos, o estudo identifica a Internet of Things como a primeira, com 30% da aposta monetária. Seguem-se a Saúde (18,8%), o software corporativo (14,6%), marketing (13,6%) e fintech (9,8%).

Fonte: Entrepreneur

200 startups portuguesas com ‘bilhete’ para a WebSummit

Msousa Empresas, Eventos, Startups 2018-10-10

Chama-se Road2WebSummit (R2WS) e trata-se de um programa da Startup Portugal e da Web Summit, com um objetivo: ajudar as startups portuguesas a chegar o mais longe possível naquele que é considerado o maior evento de tecnologia do mundo.

Não é novo. Desde 2016, ano da estreia da iniciativa em Portugal, que as startups lusas têm beneficiado deste projeto. Começaram, por ser, nesse ano, 66. Em 2017, o valor mais do que duplicou (150) e, este ano, volta a aumentar. São, ao todo, 200 as empresas nacionais que integram a lista de participantes num programa de treino que tem como missão prepará-las para brilhar no evento.

A lista de contemplados já é conhecida e estes vão beneficiar do acesso gratuito a um bootcamp intensivo de dois dias, organizado pela Startup Portugal em parceria com a AICEP e a Beta-i, que prepara os participantes para aquilo que os vai esperar na Web Summit, como navegar na app do evento, como abordar investidores, quais as metas a definir para a feira tecnológica, como argumentar, entre outras lições que podem fazer a diferença para a empresa.

A lista completa está aqui.

Inovar através da colaboração

Msousa Empresas 2018-10-03
É um dado adquirido que os tempos atuais são de grande disrupção e transformação. Nunca como hoje assistimos a uma dinâmica tão forte na criação de novas empresas, aparecimento de novas tecnologias ou no surgimento de modelos de negócio diferenciadores.
São muitos os exemplos de empresas que em poucos anos através da inovação ganham relevância empresarial e mediática, ameaçando concorrentes até aí confortavelmente instalados em posições dominantes. Os “gigantes” deixaram de poder dormir descansados porque, num qualquer lugar do mundo, um pequeno grupo de pessoas poderá estar a trabalhar em algo que os irá destruir a curto-médio prazo.   
Despertas para esta realidade as grandes empresas estão cada vez mais disponíveis para colaborar com outras entidades e organizações (Associações empresariais, incubadoras, aceleradoras, pólos tecnológicos, universidades, entre outras) de forma a detetar oportunidades e projetos que possam complementar a sua oferta. Por outro lado são cada vez mais comuns os programas corporativos de inovação aberta onde as empresas procuram soluções concretas para os desafios que enfrentam.
No paradigma empresarial todas estas interações – que complementam os departamentos internos de Inovação e R&D – são vitais para reduzir o risco de aparecimento e a afirmação de novos players. É assim crucial que as empresas saibam gerir a inovação da melhor forma através de metodologias e ferramentas específicas, tendo por base uma estratégia e um plano de atividades. 
Os gestores devem ter a ambição não só de gerir como de gerar novos negócios, complementares à sua atividade principal ou mesmo fora deste core. Isto beneficia a empresa a diversos níveis: mais faturação, melhores resultados liquídos, alargamento do portefólio, redução do risco de nova concorrência, sinergias operacionais, maior notoriedade e reputação, retenção e atração de novos talentos, entre outras. Neste olhar para além das fronteiras naturais das empresas o melhor caminho é procurar start-ups cuja atividade possa ser uma mais-valia.
O foco, a aversão ao risco, a capacidade de superar o erro, a dinâmica e a ambição dos empreendedores são características determinantes para elevar a sua empresa até ao próximo nível.
Vai dizer que não?

Orientações para um bom pitch (parte 2)

Prepare adequadamente cada pitch de acordo com esta checklist:

  1. Identifique o seu objetivo (vender um produto / angariar capital / …);
  1. Explique o que faz:

            – Foco no problema que resolve;

            – Sempre que necessário recorra a números /estatísticas;

            – Apresente de forma entusiasmante.

  1. Comunique os seus “Unique selling proposition”. O que faz do seu produto/serviço único;
  1. Envolva o interlocutor / audiência com questões;
  1. Pratique, pratique, pratique.

A que perguntas deve responder?

  1. O que fazemos? Qual a necessidade que satisfazemos?
  1. Quem é a equipa de gestão?

            – Não uma biografia completa.

  1. Produto / Serviço – Benefícios e Vantagens

            – Como é que o produto / serviço resolve o problema;

            – Qual o feedback dos potenciais clientes.

  1. Qual a dimensão do mercado? Está o mercado já preparado?

            – Identificar o segmento prioritário;

            – Qual o contexto atual que leva a acreditar que é o tempo certo para o projeto iniciar-se;

  1. Qual a abordagem comercial?
  1. Onde estamos agora? O que foi feito?

            – Clientes, parcerias, propriedade industrial, eventuais receitas,..

  1. Como seremos grandes no futuro? Qual a visão?
  1. Qual a concorrência?
  1. Quais as projeções financeiras?
  1. Qual o montante do financiamento procurado?

Tenha consciência que os investidores esperam que o empreendedor…

  • Traga uma boa ideia;
  • Ofereça um plano de negócios consistente;
  • Apresente claramente o seu projeto, de forma fundamentada e concisa;
  • Demonstre fascínio pelo sucesso empresarial do seu projeto e paixão pela sua ideia;
  • Revele-se humilde, procurando parcerias nas áreas em que não é competente;
  • Mantenha os pés bem assentes no chão;
  • Esteja disposto a prestar contas de cada passo dado pela empresa;
  • Valorize a aprendizagem contínua nas áreas de estratégia e de gestão.

A Inovação em tempo de férias

Não, hoje não vos venho falar de nenhuma ideia inovadora para um negócio de verão. Numa altura do ano em que grande parte dos empreendedores e empresários se encontram de férias a descansar mas certamente também a pensar sobre como fazer crescer os seus negócios nos próximos meses, o propósito deste texto é deixar algumas ideias e sugestões para mais e melhor inovação. Mas comecemos pelos constrangimentos atuais.      

A meu ver são três os principais obstáculos à inovação em Portugal:

  1. Dificuldade em competir e inovar em escala;
  2. Competências e capacidade para gerir a inovação;
  3. Capacidade financeira para executar projetos.

 

Quais então as soluções para estes problemas?

1) Conectar Empresas. Através da promoção da importância da colaboração em rede e/ou fusão formal de empresas enquanto veículo de criação de escala competitiva. Isto passa por:

  • Potenciar as associações setoriais enquanto dinamizadoras de “missões de inovação”;
  • Utilização de ferramentas de auto-diagnóstico das capacidades e desempenho de inovação por parte dos clusters de competitividade, como forma de suportar a definição das suas estratégias de inovação;
  • Promover o crescimento inorgânico por via de fusões e aquisições de empresas, aumentando a sua capacidade competitiva e escala.  

 

2) Capacitar Pessoas. Aumentando a diversidade e especialização de competências técnicas e organizacionais nas empresas, com vista ao reforço da sua capacidade de inovação. Isto passa por: 

  • Criar um programa de estágios profissionais (IEFP) direccionados para funções de IDI;
  • Definir um programa de mentoring que permita agir e capitalizar os conhecimentos no quadro da gestão de IDI.

 

3) Captar financiamento. Através da diversificação de fontes de financiamento e capacitar empresas para o recurso a estes instrumentos. Em simultâneo, aumentar a abrangência do acesso a fundos comunitários. Será então importante:

  • Criar condições para que os incentivos financeiros do Portugal 2020 cheguem a um espectro mais alargado de empresas;
  • Divulgar e capacitar empresas para o acesso a programas de incentivo da Comissão Europeia e outros organismos internacionais;
  • Criar um mercado de capitais direccionado para PME em fase de expansão.

 

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